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sexta-feira, 20 de maio de 2022

Sexualidade na escola

Valladares, K.K. (2001). Orientação Sexual na Escola. - 2. ed. - Rio de Janeiro: Quartet, 128 p.

O presente livro foi fruto da experiência e da observação empírica da autora como professora, psicóloga e socióloga, envolvida com as questões sociais, afetivas e sexuais de seus alunos e clientes no consultório. Fundamentado nos Parâmetros Curriculares Nacionais, em sua segunda edição, tem a proposta de auxiliar e estimular o trabalho de educadores na escola quanto às questões relacionadas à sexualidade, de acordo com a nova Lei de Diretrizes e Bases (LBV 0.394/96), que regulamenta todo o processo educacional no país, e seguindo as orientações traçadas pelo MEC. Desta forma, a Orientação Sexual deve ser inserida na escola como tema transversal, tendo que perpassar todas as disciplinas da grade curricular: da história à educação artística, passando pela matemática, até chegar às outras áreas de conhecimento. A intenção é refletir acerca da importância da Orientação Sexual na escola para a construção da cidadania, de uma sociedade mais justa, feliz e para o desenvolvimento afetivo e sexual das pessoas.

O início do livro se dá com a apresentação do o Dr. José Leonardo Machado Vaz, que faz uma reflexão da situação da saúde e da educação nos investimentos do governo e cita que o Brasil é um país de desinformados e de mal informados, e as crianças e os adolescentes são os que mais sofrem nessa crise. Dentro deste parâmetro, o sexo continua sendo uma questão polêmica, envolta em superstições, tabus, preconceitos, ignorância, vergonha, repressão e falso moralismo. Justifica- se, assim, a inclusão da Orientação Sexual entre os fundamentos da educação, pois ninguém desconhece a imensa responsabilidade da escola na formação afetiva e emocional de seus alunos. Segundo o autor, a escola precisa atingir seus objetivos, ir ao encontro da comunidade, em busca do desenvolvimento harmonioso das crianças e dos jovens, valendo-se, sempre, de uma linguagem clara, objetiva, direta.

Na introdução, a autora do livro faz um pequeno apanhado sobre a história da humanidade em relação à sexualidade, citando que antigamente era um tabu falar sobre sexo, que por sua vez estava associado a coisas feias. Ao passar dos anos, a questionada revolução sexual se espalhou pelos meios de comunicação, ou foi por estes promovida, mas, ainda que isto tenha acontecido, existe um preconceito muito grande em se falar sobre a sexualidade, sobretudo dentro da escola. Como afirma a autora, a sexualidade é uma fonte de amor pela vida, uma forma definitiva de afirmação diante de si mesmo, dos outros e do mundo. E por que não falar sobre ela de modo a eliminar a rigidez e o moralismo excessivo? A formação sexual se inicia através das brincadeiras, com a definição de papéis: masculino e feminino, desde a infância, devendo o tema ser tratado de forma mais ampla, de modo a abranger aspectos psicossociais, culturais e políticos. A sexualidade domina toda a atividade humana desde a arte, a literatura, o cinema, a imprensa e a televisão. Não falar sobre ela resultará em total alienação às transformações existentes no mundo.

No primeiro capítulo, intitulado "Orientação Sexual", a autora faz uma diferenciação entre orientação sexual e educação sexual, uma vez que esta última diz respeito à experiência pessoal e ao conjunto de valores transmitidos pela família e pelo ambiente social nas questões relativas à sexualidade, enquanto que a orientação sexual é um processo formal e sistematizado, que acontece dentro da instituição escolar, e constitui-se, portanto, em uma proposta objetiva de intervenção por parte dos educadores. Esta não substitui a família mas a complementa, de forma que são diferentes os tratamentos dados à questão da sexualidade no espaço privado da família e no espaço público da escola. Diante de tais argumentos, nunca é demais repetir que a orientação sexual se faz urgentemente necessária. Aliada à família, a escola pode proporcionar ao estudante um desenvolvimento mais equilibrado, contribuindo assim para evitar os acidentes sexuais.

A justificativa a respeito da importância da realização da orientação sexual na escola é abordada no segundo capítulo, no qual a autora cita que a escola deve informar e discutir os diferentes tabus, preconceitos, crenças e atitudes existentes na sociedade, buscando, senão uma isenção total, o que é difícil de conseguir, pelo menos uma condição de maior distanciamento por parte dos professores para empreender essa tarefa, abordando todas as mensagens transmitidas pela mídia, família e pela sociedade. É preciso desenvolver uma atitude mais positiva em relação ao sexo, pois vivemos em época de transição, onde os acidentes sexuais continuam acontecendo, e o índice de pessoas contaminadas pelo vírus da AIDS e DST crescem. Quando a falta de orientação adequada deixa de ser apenas uma deficiência em nossa sociedade, ela se transforma num problema que exige soluções urgentes, por isso a autora faz uma reflexão para o papel da escola, pais e profissionais da educação a respeito da importância de solucionar as questões relacionadas à sexualidade para crianças e adolescentes e para a respectiva mudança de comportamento.

A justificativa para segunda edição deste livro, como citado anteriormente, trata da inserção da "Orientação Sexual" no currículo, que deve se dar no âmbito pedagógico, não tendo, portanto, um caráter de aconselhamento individual do tipo psicoterapêutico, e sem discriminar o espaço público do privado, orientando crianças e jovens. A autora tem como objetivo principal neste trabalho as mudanças nos padrões de comportamento, levando-se em conta três aspectos fundamentais: a transmissão de informações de maneira verdadeira; a eliminação do preconceito; a atuação na área afetivo-emocional, para que crianças e jovens possam desenvolver e exercer sua sexualidade com prazer e responsabilidade. Os conteúdos de Orientação Sexual podem e devem ser flexíveis, de forma a abarcarem as necessidades específicas de cada turma, com o objetivo de situar o sexo num contexto mais amplo de relacionamento entre os seres humanos, num contexto bio-psico-sócio-cultural. Apesar disto, o presente livro se diferencia dos demais ao trazer um programa de apoio com sugestões de enfoques temáticos para reflexões, com diferentes turmas, desde a primeira série do ensino fundamental até a terceira série do ensino médio. Muitos autores acham isto desnecessário, pois sobre sexualidade não existem regras. Mas, para profissionais que não estão preparados para este tipo de trabalho, um programa de apoio é de extrema importância para dar o primeiro passo à mudança de atitude em relação à sexualidade, com menos insegurança e mais responsabilidade. O profissional de orientação sexual nunca deve colocar sua opinião como verdade absoluta, inquestionável, e sim, deixar que o grupo chegue às suas próprias conclusões, coordenando as idéias e não direcionando as questões, podendo ser utilizadas diversas técnicas para este trabalho como: dinâmica de grupo, teatro, desenhos, discussões em grupos, folhetos informativos etc. Antes de iniciar o trabalho, segundo a autora, devese fazer uma reunião com todo corpo docente da escola, funcionários e principalmente com os pais, para esclarecer como funcionará o trabalho e explicar que inicialmente o orientador deve fazer um levantamento das questões e temas de maior interesse da turma, para que depois possa se estabelecer às regras que deverão ser seguidas durante o andamento do curso. O papel da escola é dar orientação sexual ao aluno e não educação sexual. A sexualidade de inscreve no espaço escolar, não apenas nas portas dos banheiros e paredes. Ela se manifesta no comportamento dos alunos dentro da sala de aula e fora dela. Querendo ou não, é na escola que surgem as mais diversas situações nas quais o educador é chamado a intervir, com isso pode-se afirmar que a implantação da orientação sexual nas escolas contribui para o bem-estar das crianças e jovens na vivência de sua sexualidade atual e futura.

A autora esclarece a importância de encontros com os pais para se discutir os temas sugeridos pelos próprios filhos e para explicar a responsabilidade deles junto à escola, deixando bem claro que a escola é uma aliada para a mudança de atitude frente à sexualidade e não a única responsável para que isto aconteça.

O terceiro capítulo consta de um material de consulta para os educadores de orientação sexual, que cita temas como: o corpo, sexualidade infantil, puberdade, anatomia sexual, menstruação, fecundação, gestação, parto, anticoncepção, DST e sexualidade do deficiente mental. Esclarece, ainda, que este trabalho não tem a intenção de avaliar os alunos a partir de notas, e sim a avaliação subjetiva do trabalho (desenvolvimento).

O livro apresenta diversidade do tema Orientação Sexual de uma maneira didática, clara e objetiva, pondo em reflexão e discussão várias posturas de educadores ao tratar de sexo e sensibilizando profissionais, pais e funcionários. É preciso informar jovens e crianças para que eles entendam e sejam capazes de integrálas à sua visão de mundo. É necessário mais que informação, é preciso liberdade de expressão!

Flávia Neves de Moraes Beraldo

Univesidade São Francisco

Sexualidade - O que é?


A OMS - Organização Mundial de Saúde - definiu sexualidade como uma energia que encontra a sua expressão física, psicológica e social no desejo de contacto, ternura e às vezes amor.
O desenvolvimento da sexualidade acontece durante toda a vida do indivíduo e depende da pessoa, das suas características genéticas, das interacções ambientais, condições socioculturais e outras, conhecendo diferentes etapas fisiológicas: infância, adolescência, idade adulta e senilidade. Na adolescência aparecem os caracteres sexuais secundários e tornam-se mais evidentes os comportamentos sexuais, tanto a nível biológico como a nível sócio-afectivo.



Caracteres sexuais secundários masculinos
Mudança na voz.
Desenvolvimento corporal por aumento da massa muscular.
Aumento do tamanho do pénis e dos testículos.
Poluções nocturnas.
Aparecimento do acne.
Aparecimento de pêlos nos órgãos genitais, axilas, etc.
Maior secreção da hormona testosterona




Caracteres sexuais secundários femininos
Alargamento das ancas. Maior acumulação de gordura no tecido adiposo.
Desenvolvimento dos seios e das ancas.
Menstruação mensal.
Aparecimento do acne.
Aparecimento de pêlos nos órgãos genitais, axilas, etc.
Maior produção da hormona estrogénio e progesterona.


As alterações corporais são vivenciadas de forma diferente, de jovem para jovem. Podem aparecer sentimentos de vergonha, timidez, pudor e até ansiedade, nomeadamente em casa, junto dos pais e dos irmãos, e na escola, junto dos colegas e das colegas.
Por outro lado as hormonas que são responsáveis por estas modificações, produzem um acentuado aumento do desejo sexual e das sensações eróticas. É a partir desta fase que se vai desenvolver a resposta sexual adulta.
As relações entre os dois sexos também vão sofrer alterações importantes. É frequente professores e pais relatarem situações de afastamento e mesmo hostilidade entre rapazes e raparigas na escola, em casa ou em grupos de amigos.
Outra manifestação é a constituição de grupos e de espaços ferozmente mono-sexuais (proibição absoluta dos rapazes entrarem nos grupos das raparigas e vice-versa). É como se houvesse um período em que se torna interiormente muito importante mostrar claramente, a si mesmo e aos outros, que se pertence a um sexo bem definido, com características muito específicas e opostas ao outro sexo. 
                

Existe um misto de hostilidade e de jogo de provocação e sedução. Há um não querer e querer, um não precisar e precisar, um não gostar e gostar.
Outro comportamento importante em alguns dos rapazes e raparigas pré-adolescentes é a masturbação que funciona como uma descoberta do corpo e de novas sensações. Pode ser vivida com um misto de prazer e de curiosidade, mas também com muitas dúvidas ou culpabilidades, dados os comentários negativos ou o silêncio dos adultos sobre este assunto.
Esporadicamente, alguns adolescentes podem envolver-se em relações sexuais. Este não é, no entanto, um comportamento muito frequente nesta fase de desenvolvimento.
No entanto, estes comportamentos não são generalizados, o que quer dizer que as fantasias ou preocupações ligadas à sexualidade não sejam uma característica comum.

Sexualidade


...”Uma energia que nos motiva a procurar amor, contacto, ternura e intimidade; que se integra no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; é ser-se sensual e ao mesmo tempo sexual; ela influencia pensamentos, sentimentos, acções e interacções e por isso influencia a nossa saúde física e mental.”



CONTEÚDOS DA EDUCAÇÃO AFECTIVA E SEXUAL


1 – Desenvolvimento afectivo-sexual humano

1.1 – Atitudes face à sexualidade: perspectivas histórica e multicultural.
1.2 – Evolução afectivo-sexual ao longo da vida.
1.3 – Factores culturais e sociais na sociedade Ocidental: a cultura juvenil; papeis de género; estereótipos de género e outros factores sociais.


2- Factores de risco e de protecção associados à actividade sexual

2.1- Conceito de “saúde sexual”
2.2- Estatísticas relativas aos comportamentos de risco
2.3- Modelos explicativos das condutas de risco na sexualidade;Orientações para melhorar a eficácia das intervenções
2.4- Estilos de vida saudáveis relativamente aos afectos e à sexualidade


3- Educação afectivo-sexual

3.1- Legislação sobre a educação sexual e sua operacionalização progressiva, desde o Projecto Educativo de Escola até ao Plano Curricular de Turma
3.1- Papel dos diferentes agentes educativos: as condições desejáveis e as reais
3.2- Modelos de educação sexual
3.3- Serviços governamentais ou não para apoio à educação e promoção da “saúde sexual”

3.4- Componente informação na educação sexual:

- Anatomia e resposta sexual humana
- Funções da sexualidade
- Variabilidade do comportamento sexual humano
- Métodos anticoncepcionais
- Doenças sexualmente transmissíveis
- Serviços comunitários.


3.5- Componente motivacional na educação para a saúde sexual:

- Mediadores afectivos na comunicação ( compreensão empática, escuta activa, aceitação incondicional e respeito, confidencialidade- técnicas de “counseling”)
- Estratégias para “fazer passar a mensagem” (ex. estudo de casos, role play exposições, transversalidade curricular, informação relevante e adequada `a pessoa e à faixa etária, métodos activos e participativos, como dinâmicas de grupo, recurso a mediadores juvenis, envolvimento da família)
- Estratégias para fomentar a auto-estima, a auto-eficácia, a aceitação de si próprio enquanto ser sexuado
- Internalização da percepção do controlo.


3.6- Componente de desenvolvimento de competências:

- Compreensão das emoções e sentimentos em si e nos outros
- Resolução de problemas
- Comunicação em geral e em especial a assertividade e a negociação
- Projectos de vida e formulação de planos pessoais na área afectivo-sexual
- Clarificação de valores
- Processos de tomada de decisão.


4- Intervenção na comunidade

4.1- A sensibilização e cooperação com a família
4.2- As parcerias com a comunidade, em especial os serviços de saúde.





Sexualidade ao Longo daVida


Introdução

A forma como a sexualidade aparece e se manifesta, é um tema que sempre suscitou muita controvérsia. O debate centrou-se principalmente na questão: é a sexualidade aprendida ou determinada por factores biológicos? Para uns, a sexualidade é sobretudo devida às hormonas que alteram a química do nosso organismo. Para outros, o que é determinado biologicamente são os orgãos sexuais, porque o resto é adquirido através da aprendizagem.

As investigações realizadas para saber até que ponto existe uma determinação ou responsabilidade biológica no interesse sexual, não têm tido resultados consistentes. Ou seja, os resultados não conseguem apontar claramente para que a sexualidade humana seja directamente devida apenas a factores biológicos.

Existem no entanto muitas evidências de que a sexualidade é aprendida, portanto, grande parte do nosso interesse sexual é resultado da aprendizagem. Esta depende de dois factores básicos: o tipo de ambiente social em que se vive e as experiências concretas ou específicas que se tiveram nesse ambiente social.

Assim, pode-se dizer que a sexualidade, depende certamente de factores biológicos e da aprendizagem, tendo esta no ser humano um papel importantíssimo. Mas a aprendizagem não ocorre em pacotes ao mesmo tempo para todas as pessoas. As pessoas diferem não só na rapidez com que aprendem mas também na forma como arrumam essas aprendizagens até formar um conceito de sexualidade.

É pois importante não esquecer que as idades assinaladas são referências para facilitar a compreensão do desenvolvimento sexual no ser humano, que não são seguidas de forma rígida e igual para todas as pessoas.



Infância (dos 0 aos 2 anos)

A capacidade do corpo humano mostrar uma resposta sexual está presente desde o nascimento, por exemplo, os bebés do sexo masculino têm erecções. No sexo feminino não existem indicações tão claras da resposta sexual, no entanto, tendo em conta a semelhança da resposta fisiológica sexual entre ambos sexos, parece razoável pressupor que os bebés do sexo feminino possuam uma resposta sexual semelhante aos do sexo masculino.

Masturbação
A masturbação é observada na forma de carícias aos genitais. Apesar de que existam dúvidas sobre o quão conscientes estão os bebés em relação ao comportamento, não parecem existir em relação ao facto de que parecem estar envolvidos numa actividade de auto-estimulação sexual prazenteira. Ao longo do desenvolvimento da criança são observáveis períodos mais claramente centrados nos genitais e de "jogo sexual". Ao longo dos anos a maior parte dos rapazes e raparigas progridem de uma estimulação não pensada dos genitais para a masturbação propriamente dita entre os 6 e os 8 anos. A ocorrência de orgasmos fruto da masturbação é possível mesmo com tenra idade, embora a ejaculação nos rapazes não seja possível antes da puberdade.

A masturbação é uma forma de expressão sexual normal e natural da infância. Não é, de forma alguma, sinal de patologia ou problema. Se não existir nenhum tipo de repressão por parte do meio envolvente, o desenvolvimento normal será o descrito acima.

Encontros Sexuais Criança – Criança
O desenvolvimento sexual dos bebés e jovens crianças, tem as mesmas características do desenvolvimento dos outros comportamentos infantis. Assim nos primeiros tempos o comportamento sexual é tipicamente centrado no próprio e de tipo masturbatório. Só mais tarde é que se começam a desenvolver comportamentos afectivos ou sexuais que envolvem outra pessoa, do mesmo sexo ou de sexo oposto.

Experiências Sensuais Não Genitais
Ser acariciado e embalado pode ser uma experiência tenra e sensual. De facto experiências deste tipo desde tenra idade podem influenciar as reacções à intimidade e comportamentos carinhosos na idade adulta. Parece verificar-se no entanto, que em relação a este aspecto as crianças dividem-se em dois grupos, as crianças que gostam de ser acariciadas e as crianças que mostram um certo desconforto e rejeição ao contacto físico, o que indicia dois padrões diferentes de personalidade.

Vinculação
A qualidade do relacionamento com os pais desde tenra idade, pode ser de grande importância para os relacionamentos emocional e sexual que mais tarde surjam. A vinculação é um laço afectivo que se estabelece nas horas após o nascimento e que continua pelo período da infância, adolescência e até idade adulta (com algumas modificações derivadas do próprio desenvolvimento). A vinculação também pode ocorrer com outras pessoas da família ou muito próximas (além dos pais). A qualidade destas vinculações, se são seguras, inseguras, evitantes ou ambivalentes, parecem afectar a capacidade de vinculação emocional da pessoa na idade adulta.

Tomada de Conhecimento das Diferenças entre Rapazes e Raparigas
Entre os 2 e os 2 1/2 anos as crianças apercebem-se de que género são, masculino ou feminino. Embora de início creiam que as diferenças estão no tipo de roupa ou corte de cabelo, por volta dos 2 1/2 anos têm pelo menos uma vaga ideia da existência de diferenças na zona genital e na posição adoptada ao urinar.


Infância (dos 3 aos 7 anos)


Nesta altura existe um aumento do interesse em geral pelas coisas que rodeiam a criança, o mesmo ocorrendo em relação ao interesse e actividade sexual.




Masturbação
As crianças ganham pouco a pouco experiência na masturbação, embora nem todas as crianças se masturbem durante este período. É também durante este período que aprendem que a masturbação é algo que se faz em privado.

Comportamento Heterossexual
A sexualidade torna-se mais social pelos 4 ou 5 anos, existindo algum jogo heterossexual, como por exemplo "brincar aos médicos". Aos 5 anos aproximadamente, as crianças já formaram um conceito de casamento, pelo menos nos seus aspectos não genitais, apercebem-se de que o sexo oposto é o apropriado para o casamento e comprometem-se a casar quando forem mais velhos, adoptando os papeis de casados no "brincar às casas".

Comportamento Homossexual
Durante o período da infância e pré-adolescência o jogo sexual com parceiros do mesmo sexo pode ser mais frequente que o estabelecido com membros do sexo oposto.

Conhecimento Sexual e Interesses
Aos 3 ou 4 anos as crianças começam a ter algumas noções sobre a existência das diferenças genitais entre homens e mulheres, mas as noções são pouco claras, é apenas aos 5, 6 ou 7 anos, que vão adquirindo uma ideia clara do que são as reais diferenças.

Por volta dos 3 anos existe um claro interesse em relação às distintas posturas utilizadas para urinar. Nesta idade, as crianças são também extremamente afectuosas, adoram abraçar e beijar os pais e chegam até a propor casamento ao progenitor do sexo oposto.

Aos 4 anos o interesse pelas casas de banho e a eliminação, mantém-se sendo comuns jogos em que se "mostram". No entanto, aos 5 anos as crianças tornam-se mais pudicas, desenvolvendo princípios de modéstia e privacidade em redor aos 6 ou 7 anos. Nesta idade vão-se apercebendo igualmente, das restrições sociais existentes em relação à expressão sexual.

As brincadeiras sexuais são nesta idade motivadas principalmente pela curiosidade, constituindo uma parte do conjunto das aprendizagens da infância.



Pré-Adolescência (dos 8 aos 12 anos)


A pré-adolescência é um período de transição entre a infância e a puberdade e adolescência. O interesse e expressão da sexualidade permanecem despertos durante esta fase. Nesta altura dá-se um acordar da sexualidade, que na maioria dos casos não ocorre antes dos 10 anos que é, no entanto, um momento muito significativo.

Por volta dos 9 ou 10 anos a puberdade começa com as mudanças corporais, como a formação dos caroços mamários e o crescimento dos pelos púbicos. O aumento da auto-consciência corporal desenvolve-se até ao ponto em que a criança pode sentir-se desconfortável ao sentir que o progenitor do sexo oposto a está a ver nua.


Masturbação
Durante a pré-adolescência cada vez mais crianças ganham experiência com a masturbação. A forma como o fazem as raparigas é distinta por norma à forma como o fazem os rapazes. Tipicamente os rapazes fazem comentários com os pares, vêm os colegas faze-lo ou lêem coisas sobre o tema, nas raparigas é a descoberta acidental na própria o mais comum.

Comportamento Heterossexual
Em geral existe pouco comportamento heterossexual durante este período, principalmente devido à comum divisão social de rapazes e raparigas em diferentes grupos. No entanto, é durante este período que tomam conhecimento das relações sexuais propriamente ditas pela primeira vez. As reacções a esta nova informação variam entre o choque e o descrédito, sobretudo é muito comum que não consigam acreditar que os pais tenham relações sexuais.

Comportamento Homossexual
É importantíssimo ver a actividade homossexual neste período como uma parte normal do desenvolvimento sexual das crianças. Na pré-adolescência a organização social é essencialmente constituída por grupos de rapazes e raparigas separados, cuja convivência social acaba por ser quase sempre com elementos do mesmo sexo, aos 12 ou 13 anos é o momento em que existe uma maior segregação sexual entre os grupos e ao mesmo tempo existe um maior interesse pelo sexo oposto. Assim, a exploração sexual desta idade é com maior probabilidade de natureza homossexual do que heterossexual.

As actividades sexuais mais prováveis envolvem geralmente a masturbação, o exibicionismo e a exploração dos genitais dos outros. Mas como mencionado anteriormente, o mais provável é que os rapazes façam a sua exploração sexual em grupo, enquanto que as raparigas a façam individualmente.

Namoro
Existe alguma antecipação durante a pré-adolescência dos comportamentos de namoro da adolescência. Jogos que incluam beijos são típicos nas festas ou namorados de faz de conta que geralmente não incluem outros comportamentos que não os beijos.

Em relação aos valores sexuais, os pré-adolescentes tendem a ser conservadores enquanto a tendência dos adolescentes é a de serem progressivamente mais liberais.

Adolescência (dos 13 aos 19 anos)


Neste período dá-se um aumento do interesse sexual devido a vários factores, como as mudanças corporais, o aperceber-se das mesmas, o aumento dos níveis de hormonas sexuais, a crescente ênfase cultural em relação ao sexo e à diferença entres os papeis feminino e masculino.

Masturbação
Nos rapazes existe um grande aumento da frequência do comportamento de masturbação entre 13 e os 15 anos de idade, nas raparigas este aumento parece ser muito mais gradual. Ao longo da adolescência e idade adulta parecem existir algumas diferenças no comportamento sexual entre homens e mulheres, o comportamento masturbatório nos rapazes é mais frequente (ocorre um maior número de vezes) do que nas raparigas, por outro lado a frequência diminui nos rapazes quando estes mantêm relações sexuais enquanto nas raparigas tende a aumentar.

As atitudes em relação à masturbação têm mudado radicalmente neste passado século, tendo aumentado muito a informação sobre a mesma e tendo-se desmistificado muitas crenças. Embora exista um reconhecimento explicito da importância da masturbação (sendo até uma recomendação em terapia sexual), as pessoas continuam a manter sentimentos contraditórios sobre a mesma, como sentir culpabilidade, vergonha ou ainda colocar-se numa atitude defensiva.

Comportamento Homossexual
Uma ou um par de experiências homossexuais durante o período da adolescência, são frequentes para uma certa percentagem dos adolescentes, se incluirmos a excitação sexual com outros jovens do mesmo sexo a percentagem sobe muito.

A grande maioria das experiências homossexuais ocorrem entre os pares e raramente se devem a seduções por parte de pessoas adultas. Muitas vezes estas experiências acontecem de forma bastante ingénua e não premeditada. Os comportamentos homossexuais da adolescência não são indicadores de uma orientação homossexual do adulto.

Comportamento Heterossexual
Durante a fase intermédia e final da adolescência o número de jovens que tem comportamentos heterossexuais e relações sexuais é cada vez maior, assim como existe um aumento da frequência em que os mesmos ocorrem. O comportamento heterossexual aumenta até se tornar na principal fonte de interesse sexual.

Em termos de desenvolvimento individual, a progressão é muito regular começando pelo beijo, continuando pela estimulação dos seios e genitais e terminando com a relação sexual e contacto oral-genital.

Antes da primeira relação sexual os rapazes frequentemente sentem excitação e as raparigas receio, durante a relação as raparigas sentem com maior frequência sentimentos de culpa, pena ou desapontamento, enquanto os rapazes referem com maior frequência sentimentos positivos de alegria e sensação de maturidade, no entanto as raparigas valorizam muito menos a primeira relação sexual que os rapazes.

Com as mudanças culturais é cada vez menos comum manter a virgindade até ao casamento. Os novos comportamentos sexuais na juventude têm diminuído as iniciações masculinas com prostitutas e o recurso a elas. Os jovens têm aumentado muito o seu recurso à estimulação oral-genital assim como ampliado o seu leque técnicas que incluem uma variedade grande de posições durante a relação sexual. Infelizmente também têm sentido uma maior pressão no sentido de um desempenho sexual excepcional.

As atitudes sobre as relações sexuais antes do casamento variam muito com a idade, mas em geral pode dizer-se que existe uma tendência para a aceitação das relações sexuais antes do casamento desde que com afecto. Isto significa que, ao contrário do que se poderia pensar, não se fomentou o sexo impessoal ou casual, pelo contrário, o número de parceiros tende a manter-se baixo e permanece uma clara intenção de fidelidade, embora a duração da relação seja incerta.


A Importância da Sexualidade no Desenvolvimento Psicossocial


Durante o desenvolvimento na infância, adolescência e idade adulta, existem fases de crise ultrapassáveis com maior ou menor facilidade consoante as características de cada pessoa e do meio familiar e social envolvente. Durante a adolescência existem importantes mudanças (tarefas desenvolvimentistas) que o/a jovem tem que realizar, em muitas delas a sexualidade é uma parte essencial no desenvolvimento psicológico. De entre as várias existentes, destacam-se as seguintes:
Tornar-se independente dos pais. A sexualidade é uma forma de expressar a autonomia e independência dos pais.
Estabelecer um sistema de valores morais/éticos próprio e viável. Para muitos adolescentes, algumas das decisões morais mais importantes tomadas de modo independente dos pais, relacionam-se com o seu próprio comportamento sexual. É nesta fase que emerge um sistema pessoal de valores éticos.
Estabelecimento da identidade, especialmente de uma identidade sexual.
Desenvolvimento da capacidade para estabelecer e manter uma relação íntima com outra pessoa.
Conclui-se pois que a sexualidade é uma parte integrante do desenvolvimento psicológico de todas as pessoas.



Meia Idade


Existem muitos mitos falsos sobre a actividade sexual na meia idade (40 – 60 anos). Um deles é que o fim da actividade sexual satisfatória acaba após a menopausa, muitas pessoas acreditaram nisto acabando por torna-lo realidade nas suas próprias vidas. Muitas crianças filhas de pais desta idade, são totalmente ignorantes da actividade sexual de seus pais, acreditando que os mesmos não têm relações sexuais. No entanto, com as atitudes progressivamente mais liberais da nossa sociedade e com os avanços na área da saúde, a importância da intimidade sexual nesta fase da vida tem sido cada vez mais destacada.

A actividade sexual diminui apenas ligeiramente durante as décadas dos 40 e dos 50 anos, as grandes diminuições não se devem normalmente a causas fisiológicas, excepto nos casos de determinadas doenças crónicas, cirurgias, certos medicamentos, e excessos alimentares ou de consumo de álcool. As causas mais frequentes de diminuições acentuadas na actividade sexual nesta fase etária devem-se especialmente à monotonia na relação, preocupações financeiras ou com os negócios, cansaço físico ou mental, depressão, dificuldade em colocar a intimidade sexual como importante, medo de não conseguir erecções, ou falta de um parceiro/a.

Para muitos casais, no entanto, o fim do receio de gravidezes inesperadas e o aumento do tempo de privacidade no casal, permitiram conseguir uma vida sexual mais agradável. Muitas mulheres conhecem muito melhor suas necessidades e desejos, e sentem-se mais livres para tomar a iniciativa aumentando o seu interesse. Por outro lado, como a rapidez da resposta sexual masculina diminui um pouco, os períodos de actividade sexual são mais longos, o que ajuda muitas mulheres a alcançarem seus próprios orgasmos com mais facilidade, e aos casais sentirem maior prazer durante a sua intimidade sexual.

Por vezes durante esta fase da vida surgem preocupações excessivas com o envelhecimento. Estas são muito mais acentuadas na mulher que no homem, pois se as rugas e o cabelo grisalho, são muitas vezes associadas à experiência no homem, nas mulheres é muitas vezes associado a ter iniciado o seu declínio. Segundo a psicologia evolutiva (ramo da psicologia que tenta explicar determinados comportamentos humanos à luz da nossa evolução como espécie), esta diferença deve-se a que durante a meia idade a mulher perde a sua capacidade reprodutiva, enquanto o homem diminui a mesma apenas ligeiramente, assim os sinais na mulher seriam vistos como indicadores de que não seria uma parceira adequada para fins reprodutivos. Numa sociedade que já não valoriza as relações apenas pelos seus fins reprodutivos, a hipervalorização da juventude pode tornar as mulheres especialmente vulneráveis ao envelhecimento.

A auto estima diminui quando a pessoa desvaloriza o seu aspecto físico, um esforço por manter-se saudável, jovem e bem fisicamente, desde que não seja obsessivo, pode ser muito positivo e ajudar a aceitar as mudanças progressivas no seu aspecto físico, até porque durante esta fase as capacidades físicas e mentais podem estar num nível bastante elevado.



Idosos

Até à década de 1960 a sexualidade no idoso não tinha sido reconhecida do ponto de vista físico, após os estudos de Masters & Johnson (1966, 1981) sobre a sexualidade humana, é que se começou a reconhecer a sua existência, muitos outros estudos têm confirmado uma grande diversidade na experiência sexual.

As pessoas com vidas sexuais activas durante a sua juventude, são as que mais provavelmente apresentaram maior actividade sexual, embora o mais importante seja manter uma actividade sexual contínua ao longo da vida. Um homem saudável poderá continuar a sua actividade sexual durante os seus 70 ou 80 anos. As mulheres podem manter uma actividade sexual até ao final da sua vida, e o maior obstáculo que podem enfrentar é a ausência de parceiro.

Naturalmente a actividade sexual nesta fase da vida é diferente de muitas formas. As pessoas idosas sentem menor tensão sexual, têm menos relações sexuais e com menor intensidade física. O tónus muscular que acompanha a relação sexual diminui em ambos os sexos.

Nos homens os níveis de testosterona são mais baixos e demoram mais tempo a conseguir uma erecção e a ejacular, podem necessitar mais estimulação manual e os tempos entre erecções tendem a ser superiores. As erecções podem ser mais curtas e menos firmes, desaparecendo com maior rapidez após a ejaculação. A disfunção eréctil pode aumentar especialmente em homens com doenças cardíacas, hipertensão e diabetes, embora possam existir tratamentos.

Nas mulheres todos os sinais físicos de excitação sexual, como o aumento dos seios, a erecção dos mamilos, o entumescimento dos lábios vaginais e do clitóris, são menos intensos. A vagina pode tornar-se menos flexível e precisar de lubrificação. No entanto a maioria dos homens e mulheres idosos podem alcançar o orgasmo e podem sentir prazer na sua actividade sexual.

Os seres humanos são seres sexuais, mesmo que a doença ou as situações de vida impeçam a expressão sexual, os sentimentos persistem. A expressão sexual pode ser muito satisfatória, principalmente se tanto os jovens como os idosos, o reconhecerem como normal e saudável. Os idosos devem aceitar a sua sexualidade sem vergonha ou constrangimento e os jovens devem evitar ridicularizar ou terem atitudes condescendentes perante os sinais de sexualidade saudável dos idosos. Devem ser dadas condições de privacidade, de aceitação e abertura dos técnicos de saúde que cuidam os idosos à comunicação sobre os problemas relacionados com a actividade sexual, assim como condições de socialização que permitam uma vida saudável e a expressão sexual no idoso.

Bibliografia:
Hyde, Janet Shibley (1982). Human sexuality. (2ª ed.) McGraw Hill.
Mahoney, E.R. (1983). Human sexuality.

O que é a Educação Sexual?


Educação sexual é o ensino sobre a anatomia e a psicologia da reprodução humana e demais aspectos do comportamento que se relacionam ao sexo.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Bicicleta no ar

A bicicleta no ar é uma variação de exercício abdominal que combina uma flexão de tronco e quadril com uma rotação de tronco, para fortalecer os músculos abdominais.

Como fazer:

Deitar com as costas apoiadas no chão; 

Levantar as pernas com as costas do chão;

Simular pedalar em uma bicicleta com os pés para cima.

Alcançar o joelho direito quando ele estiver mais perto do abdômen, com as mãos atrás da cabeça, e repita o procedimento quando o esquerdo estiver mais próximo.

O ideal é fazer 4 séries desse exercício até completar 30 repetições em cada, respeitando um intervalo de 1 minuto entre elas, e tomando sempre cuidado em manter a coluna reta para evitar dor nas costas.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Burpee

O burpee é um exercício simples que trabalha o corpo todo e não exige uso de material e, por isso, pode ser feito em qualquer lugar. Durante o burpee, exercita-se as costas, peito, pernas, braços e nádegas, ajudando a perder gordura e peso, pois exige um enorme gasto de energia.

Como fazer:

Ficar em pé e manter os pés alinhados com os ombros;

Descer o corpo para o chão, jogando os pés para trás e levando o corpo em direção ao chão, apoiando as mãos;

Ficar em posição de prancha tocando com o peito e coxas no chão;

Subir o tronco, empurrando com os braços e levantar-se, dando um pequeno salto e esticando os braços.

Deve-se fazer 3 séries de de 8 a 12 burpees. É importante procurar manter o ritmo durante a execução dos burpees para que os resultados sejam mais rapidamente atingidos. Após cada série, é indicado descansar por 1 minuto.

domingo, 1 de novembro de 2020

Praticar exercício a esta hora previne cancro, revela estudo

Um estudo recente apurou que pessoas que praticam exercício físico entre as oito e 10 da manhã apresentam uma menor probabilidade de desenvolverem cancro da próstata e da mama.

Um estudo recente apurou que pessoas que praticam exercício físico entre as oito e 10 da manhã apresentam uma menor probabilidade de desenvolverem cancro da próstata e da mama.

Exercitar-se de manhã, como por exemplo correr, fazer uma caminhada ou andar de bicicleta, pode ajudar a prevenir o aparecimento de tumores, de acordo com uma nova pesquisa divulgada pelo jornal Mirror Online. 

Fazer atividade física regularmente logo cedo estimula o relógio biológico, que por sua vez ajuda a suprimir a doença letal -, afirmam os cientistas. 

O estudo que incluiu 2,800 indivíduos apurou precisamente que pessoas que praticam exercício físico entre as oito e 10 da manhã apresentam um menor risco de desenvolverem cancro da próstata e da mama.

O coordenador do estudo, o professor e médico Manolis Kogevinas, do Instituto de Saúde Global em Barcelona, Espanha, disse: "o horário da atividade física tem obviamente efeito no ritmo das hormonas sexuais e da melatonina, assim como no metabolismo digestivo". 

O corpo humano produz melatonina durante a noite. O químico ajuda a regular o sono e afeta várias funções associadas ao relógio biológico ou ritmo circadiano. 

A melatonina também é conhecida por travar o desenvolvimento e propagação do cancro, e praticar exercício no final do dia desacelera a sua produção pelo corpo. 

Kogevinas explicou: "uma das causas potenciais para o aparecimento de cancro trata-se da interrupção do ritmo circadiano, e o desalinhamento de elementos ambientais, tais como luz e ingestão de alimentos". 

"A hormona [melatonina] é sobretudo produzida durante a noite e é bastante conhecida pelas suas propriedades anti-cancerígenas", concluiu. 

O estudo foi publicado no International Journal of Cancer.

https://www.msn.com/pt-pt/noticias/ultimas/praticar-exerc%c3%adcio-a-esta-hora-previne-cancro-revela-estudo/ar-BB1a3nrN

domingo, 12 de abril de 2020

Jazzy Play: uma escola online com aulas de dança, fitness e desportos de combate


As escolas e clubes Jazzy escolheram o Dia Mundial da Actividade Física, 6 de Abril, para lançar uma escola de dança online. A Jazzy Play é uma plataforma online com aulas de dança, fitness e desportos de combate, incluindo tutoriais e consultas de nutrição para toda a família. 

As escolas online, fruto das necessidades geradas pela pandemia da Covid-19, diluem as barreiras físicas (e as desculpas) que antes impediam a prática de desporto. “Costuma dizer-se que as dificuldades aceleram as oportunidades”, anuncia o grupo em comunicado. “Foi colocada em prática uma ideia que estava na gaveta: a criação da primeira plataforma em Portugal capaz de reunir dança, fitness e desportos de combate, com conteúdos criados para todas as idades”. 

A Jazzy Play permite que qualquer pessoa, independentemente do seu nível físico e técnico, possa assistir a mais de 120 aulas online, seja de dança, fitness ou desportos de combate – sem esquecer os mais novos que têm aulas especiais só para eles. Pelo meio, há ainda consultas de nutrição e dicas para manter a forma, mesmo em tempos de quarentena.

Para quem já é sócio e aluno da Jazzy Dance Studios, Jazzy Fight Club, Jazzy Life Club e Academia Life Club, o acesso à Jazzy Play será gratuito durante os primeiros três meses. Os que se estrearem nesta nova vida agora têm direito a dez dias de acesso gratuito e, depois disso, uma assinatura com preços a partir de 8,33€. As inscrições podem ser feitas aqui.

Em breve a Jazzy Play lançará também cursos, treinos e consultas nutricionais personalizadas. É estar atento. 

https://www.msn.com/pt-pt/saude/dieta-e-exercicios/jazzy-play-uma-escola-online-com-aulas-de-dan%c3%a7a-fitness-e-desportos-de-combate/ar-BB12n6CF

domingo, 22 de março de 2020

Músicas para praticar desporto - One Dance (feat. Kyla & Wizkid ) - Drake



One Dance (feat. Kyla & Wizkid )
Drake

Baby I like your style

Grips on your waist
Front way, back way
You know that I don't play
Streets not safe
But I never run away
Even when I'm away
Oti, oti, there's never much love when we go OT
I pray to make it back in one piece
I pray, I pray

That's why I need a one dance
Got a Hennessy in my hand
One more time 'fore I go
Higher powers taking a hold on me
I need a one dance
Got a Hennessy in my hand
One more time 'fore I go
Higher powers taking a hold on me

Baby I like your style

Strength and guidance
All that I'm wishing for my friends
Nobody makes it from my ends
I had to bust up the silence
You know you gotta stick by me
Soon as you see the text, reply me
I don't wanna spend time fighting
We've got no time

And that's why I need a one dance
Got a Hennessy in my hand
One more time 'fore I go
Higher powers taking a hold on me
I need a one dance
Got a Hennessy in my hand
One more time 'fore I go
Higher powers taking a hold on me

Got a pretty girl and she love me long time
Wine it, wine it, very long time
Oh yeah, very long time
Back up, back up, back up and wine it
Back up, back up and wine it, girl
Back up, back up, back up and wine it
Oh yeah, very long time
Back, up, back up and wine it, girl

Tell me
I need to know, where do you wanna go?
Cause if you're down, I'll take it slow
Make you lose control
Where, where, where
Where, where, where, where
Oh yeah, very long time
Where, where, where
Back, up, back up and wine it, girl
Where, where, where, where
Cause if you're down
Back up, back up and
Cause if you're down
Back up, back up and
Cause if you're down
Back up, back up and

I need a one dance
Got a Hennessy in my hand
One more time 'fore I go
Higher powers taking a hold on me
I need a one dance
Got a Hennessy in my hand
One more time 'fore I go
Higher powers taking a hold on me

Músicas para praticar desporto - Run The World (Girls) - Beyoncé


Run The World (Girls)
Beyoncé

Girls, we run this motha (yeah!)
Girls, we run this motha (yeah!)
Girls, we run this motha (yeah!)
Girls, we run this motha (girls!)

Who run the world? Girls! (Girls!)
Who run the world? Girls! (Girls!)
Who run the world? Girls! (Girls!)
Who run the world? Girls! (Girls!)

Who run this motha? Girls!
Who run this motha? Girls!
Who run this motha? Girls!
Who run this motha? Girls!

Who run the world? Girls! (Girls!)
Who run the world? Girls! (Girls!)
Who run the world? Girls! (Girls!)
Who run the world? Girls! (Girls!)

Some of them men think they freak this like we do
But, no, they don't
Make your check, come at they neck
Disrespect us? No, they won't

Boy, don't even try to touch this
Boy, this beat is crazy
This is how they made me
Houston, Texas, baby

This goes out to all my girls
That's in the club rocking the latest
Who will buy it for themselves
And get more money later

I think I need a barber
None of these niggas can fade me
I'm so good with this
I remind you, I'm so hood with this

Boy, I'm just playing
Come here, baby
Hope you still like me
F-U, pay me!

My persuasion
Can build a nation
Endless power
With our love we can devour
You'll do anything for me

Who run the world? Girls! (Girls!)
Who run the world? Girls! (Girls!)
Who run the world? Girls! (Girls!)
Who run the world? Girls! (Girls!)
Who run the world? Girls! (Girls!)

Who run this motha? Girls!
Who run this motha? Girls!
Who run this motha? Girls!
Who run this motha? Girls!

Who run the world? Girls! (Girls!)
Who run the world? Girls! (Girls!)
Who run the world? Girls! (Girls!)
Who run the world? Girls! (Girls!)

It's hot up in here
DJ don't be scared to run this, run this back
I'm repping for the girls who taking over the world
Help me raise a glass for the college grads

41' Rollie to let you know what time it is
Check!
You can't hold me (you can't hold me)
I work my nine to five, better cut my check!

This goes out to all the women getting it in
Get on your grind
To the other men that respect what I do
Please, accept my shine

Boy, you know you love it
How we're smart enough to make these millions
Strong enough to bear the children
Then get back to business

See, you better not play me
Oh, come here, baby
Hope you still like me
F-U, pay me!

My persuasion
Can build a nation
Endless power
With our love we can devour
You'll do anything for me

Who run the world? Girls! (Girls!)
Who run the world? Girls! (Girls!)
Who run the world? Girls! (Girls!)
Who run the world? Girls! (Girls!)
Who run the world? Girls! (Girls!)

Who run this motha? Girls!
Who run this motha? Girls!
Who run this motha? Girls!
Who run this motha? Girls!

Who run the world? Girls! (Girls!)
Who run the world? Girls! (Girls!)
Who run the world? Girls! (Girls!)
Who run the world? Girls! (Girls!)

Who are we? What we run? The world!
(Who run this motha? Yeah!)
Who are we? What we run? The world!
(Who run this motha? Yeah!)
Who are we? What do we run? We run the world!
(Who run this motha? Yeah!)
Who are we? What we run? We run the world!
Who run the world? Girls! (Girls!)

Músicas para praticar desporto - Can't Stop The Feeling - Justin Timberlake


Can't Stop The Feeling
Justin Timberlake

I got this feeling inside my bones
It goes electric, wavey when I turn it on
All through my city, all through my home
We're flying up, no ceiling, when we in our zone

I got that sunshine in my pocket
Got that good soul in my feet
I feel that hot blood in my body when it drops
I can't take my eyes up off it, moving so phenomenally
Room on lock, the way we rock it, so don't stop

And under the lights when everything goes
Nowhere to hide when I'm getting you close
When we move, well, you already know
So just imagine, just imagine, just imagine

Nothing I can see but you when you dance, dance, dance
A feeling good, good, creeping up on you
So just dance, dance, dance, come on
All those things I shouldn't do
But you dance, dance, dance
And ain't nobody leaving soon, so keep dancing

I can't stop the feeling
So just dance, dance, dance
I can't stop the feeling
So just dance, dance, dance, come on

Ooh, it's something magical
It's in the air, it's in my blood, it's rushing on
I don't need no reason, don't need control
I fly so high, no ceiling, when I'm in my zone

'Cause I got that sunshine in my pocket
Got that good soul in my feet
I feel that hot blood in my body when it drops
I can't take my eyes up off it, moving so phenomenally
Room on lock, the way we rock it, so don't stop

And under the lights when everything goes
Nowhere to hide when I'm getting you close
When we move, well, you already know
So just imagine, just imagine, just imagine

Nothing I can see but you when you dance, dance, dance
Feeling good, good, creeping up on you
So just dance, dance, dance, come on
All those things I shouldn't do
But you dance, dance, dance
And ain't nobody leaving soon, so keep dancing

I can't stop the feeling
So just dance, dance, dance
I can't stop the feeling
So just dance, dance, dance
I can't stop the feeling
So just dance, dance, dance
I can't stop the feeling
So keep dancing, come on

I can't stop the, I can't stop the
I can't stop the, I can't stop the
I can't stop the feeling

Nothing I can see but you when you dance, dance, dance
(I can't stop the feeling)
Feeling good, good, creeping up on you
So just dance, dance, dance, come on
(I can't stop the feeling)
All those things I shouldn't do
But you dance, dance, dance
(I can't stop the feeling)
And ain't nobody leaving soon, so keep dancing

Everybody sing
(I can't stop the feeling)
Got this feeling in my body
(I can't stop the feeling)
Got this feeling in my body
(I can't stop the feeling)
Wanna see you move your body
(I can't stop the feeling)
Got this feeling in my body
Break it down
Got this feeling in my body
Can't stop the feeling
Got this feeling in my body
Can't stop the feeling
Got this feeling in my body, come on

Músicas para praticar desporto - Don't Stop The Party - Black Eyed Peas


Don't Stop The Party
Black Eyed Peas

[Will.I.Am]
Don't, don't, don't, don't
Don't, don't, don't, don't
Don't, don't, don't, don't stop the party

Don't, don't, don't, don't
Don't, don't, don't, don't
Stop, stop, stop
The, the, the, don't Stop The Party

Don't stop the party
Don't, don't, don't, don't
Don't, don't, don't, don't
Stop, stop, stop
The, the, the, don't stop the party

This is that original, this has no identical
You can't hack my digital, future aboriginal
Get up off my genitals, I stay on that pinnacle
Kill you with my lyricals, call me verbal criminal
Send you to that clinical, subscribe use of chemicals
Audio and visual, can't see me - invisible
I'm old school like biblical, futuristic next le-vel
Never on that typical; will I stop? Oh never, no

[Fergie]
I ain't gonna stop until I'm done (don't stop it)
I ain't gonna quit until I've won (now baby)

[Will.I.Am]
Now baby don't you stop it, stop it
Now baby don't you stop it, stop it
Now baby don't you stop it, stop it
You can not stop us now

[Fergie]
I ain't gonna stop until I'm done (don't stop it)
I ain't gonna quit until I've won (now baby)

[Will.I.Am]
Now baby you stop it, stop it
Now baby don't you stop it, stop it
Now baby don't you stop it, stop it (stop it, stop it)
Even if you wanted to, you couldn't stop us now

Don't stop the party!
Don't, don't, don't, don't, don't, stop, stop, stop
The, the, the, don't stop the party
Don't, don't, don't, don't, don't, stop, stop, stop
The, the, the, don't stop the party

[Apl.de.Ap]
You could call me crazy man, everyday I'm partyin
You could find me at the club, poppin bottles minglin
Ladies dancin to the jam, actin naughty, man oh man
Got me in the mood again, afterparty partyin
Yeah I keep it happenin, takin shots whatever man
Party like a veteran, music is my medicine
You won't find me settlin, can't be stopped I'm steppin in
Keep it goin 'til the end, yeah that's right here we go again

[Taboo]
I'm that one that lights it up, we red hot like firetrucks
Burn that book cause that's whassup, tell that DJ turn it up
We droppin, that music, for people all around
Keep rockin, head knockin, cause they can't shut us down

[Will.I.Am]
And ain't no stoppin, we gon' keep on rockin
Baby ain't no stoppin, you can not stop us now

[Fergie]
I ain't gonna stop until I'm done (don't stop it)
I ain't gonna quit until I've won

[Will.I.Am]
Now baby don't you stop it, stop it
Now baby don't you stop it, stop it
Now baby don't you stop it, stop it, stop it
You can not stop us now

[Fergie]
I ain't gonna stop until I'm done (don't stop it)
I ain't gonna quit until I've won

[Will.I.Am]
Now baby don't you stop it, stop it
Now baby don't you stop it, stop it
Now baby don't you stop it, stop it, stop it, stop it
Even if wanna to, you can't stop us now

Don't stop the party!
Don't, don't, don't, don't, don't, stop, stop, stop
The, the, the, don't stop the party
Don't, don't, don't, don't, don't, stop, stop, stop
The, the, the, don't stop the party

Don't, don't, don't, don't, don't, stop, stop, stop
The, the, the, don't stop the party
Don't, don't, don't, don't, don't, stop, stop, stop
The, the, the, don't stop the party


Músicas para praticar desporto - Focus - Ariana Grande


Focus
Ariana Grande

I know what I came to do
And that ain't gonna change
So go ahead and talk your talk
'Cause I won't take the bait
I'm over here doing what I like
I'm over here working day and night
And if my real ain't real enough
I'm sorry for you, bae

Let's find a light inside our universe now
Where ain't nobody keep on holding us down
Just come and get it, let them say what they say
'Cause I'm about to put them all away, ooh

[Jamie Foxx & Ariana Grande]
Focus on me
Fuh, fuh, focus on me, ooh
Focus on me
Fuh, fuh, focus on me, ooh
Focus on me (focus)
Fuh, fuh, focus on me, ooh (focus on me)
Focus on me (focus)
Fuh, fuh, focus on me, ooh (focus on me)

[Ariana Grande]
I can tell you're curious
It's written on your lips
Ain't no need to hold it back
Go 'head and talk your shit, oh
I know you're hoping that I'll react
I know you're hoping I'm looking back
But if my real ain't real enough
Then I don't know what is, yeah

Let's find a light inside our universe now
Where ain't nobody keep on holding us down
(Nothing keep on holding us down)
Just come and get it, let them say what they say
'Cause I'm about to put them all away, oooh

[Jamie Foxx & Ariana Grande]
Focus on me (hey)
Fuh, fuh, focus on me, ooh (baby)
Focus on me
Fuh, fuh, focus on me, ooh
Focus on me (focus)
Fuh, fuh, focus on me, ooh (focus on me, baby)
Focus on me (focus)
Fuh, fuh, focus on me, ooh (focus on me, bae)

[Ariana Grande]
1, 2, 3, come on, girls
Hey, you know I like it
Hey, ba-da-ba-ba-ba-da-da
Focus on me
Come on, now
Now!
Focus on me
Oh-oh-oh-oh yeah

Let's find a light inside our universe now
(Let's come and find the light)
Where ain't nobody keep on holding us down
(Nothing keep on holding us down)
Just come and get it, let them say what they say
(Let them say, yeah, say, yeah)
'Cause I'm about to put them all away
(Away)

[Jamie Foxx & Ariana Grande]
Focus on me
Fuh, fuh, focus on me, oooh
(Hey, you know I like it when you focus on me)
Focus on me
Fuh, fuh, focus on me, oooh
Focus on me (focus)
Fuh, fuh, focus on me, oooh (focus on me, now!)
Focus on me (focus)
Fuh, fuh, focus on me, oooh (focus on me)

Focus on me
Fuh, fuh, focus on me, oooh
Focus on me
Fuh, fuh, focus on me, oooh (on me)
Focus on me (focus)
Fuh, fuh, focus on me, oooh (focus on me)
Focus on me (focus)
Fuh, fuh, focus on me

Focus on me, bae!

sábado, 7 de março de 2020

quinta-feira, 5 de março de 2020

Fique em forma em 30 dias com sete minutos de exercícios diários


Experimente subir rapidamente um lance de escadas durante 30 segundos, depois desça devagar também durante 30 segundos. É um exercício fácil e poderá aumentar ou diminuir a intensidade.

terça-feira, 3 de março de 2020

Fique em forma em 30 dias com sete minutos de exercícios diários


É uma boa forma de fazer cardio com baixo impacto. Certifique-se de não tornar o exercício demasiadamente fácil. Não pare durante sete minutos e faça-o com a resistência no máximo.

domingo, 1 de março de 2020