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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Crocodilo decapitado gera mistério



A dúvida instalou-se: terá o réptil sido atacado por um tubarão? Tudo porque a cabeça de um crocodilo deu à costa numa praia sul-africana.

Captada esta semana, a fotografia feita pelo casal Neale e Brigitte Cary-Smith – habituados a passearem com os seus cães ao amanhecer e anoitecer na praia de St. Lucia – já correu Mundo e tornou-se um êxito na internet.

“Podem ver bem onde o tubarão atacou”, diz Neale, citada pelo ‘Daily Mail’, dando ainda a entender que a carne do crocodilo ainda tem marcas de dentes. Apesar disso, não há certezas.

O caso de St. Lucia levou ainda a especulações sobre o facto de o animal ter sido alvo de um ataque humano. Porém, num crocodilo, a cabeça é considerada a parte mais valiosa. E é justamente esse pedaço que foi encontrado na areia da praia...

Explosão de luz misteriosa em cidade dos EUA


A sete dias de se assinalar os 15 anos do avistamento das "Luzes de Phoenix", que os mais desconfiados teimam em atribuir a extraterrestres, novo fenómeno luminoso é registado na cidade americana.

A explosão consegue ver-se nas costas da repórter do programa de trânsito.

A repórter Andrea Robinson, do canal norte-americano FOX10, estava a fazer o ponto da asituação do trânsito em Phoenix, nos Estados Unidos, quando as câmaras registaram uma inesperada explosão de luz. Eram 4h45 (hora local, 12h30 em Lisboa), de quarta-feira, e ainda hoje o mistério permanece.

Questionadas pelos jornalistas da FOX local, a APS, a maior fornecedora de energia elétrica no Estado do Arizona, com sede em Phoenix, e a Salt River Project, empresa estatal que serve a área metropolitana da cidade, afirmaram não ter detetado quaisquer problemas na zona nem terem explicação para o facto.

Também as autoridades de Phoenix, a maior cidade do Arizona, com perto de milhão e meio de habitantes, não conseguiram descobrir o que provocou a explosão. Ao jornal "The Arizona Republic", Charlotte Dewey, do Serviço Meteorológico dos EUA local, afirmou que não havia registo de qualquer atividade meteorológica que pudesse explicar a bola de luz.

"É um mistério também para nós. Nem sequer consigo dar um palpite", disse ao mesmo jornal Doug Nintzel, porta-voz do Departamento de Transporte Arizona.

Os "sites" americanos dedicados aos fenómenos extraterrestres, lembram que no dia 13 de março faz 15 anos que foram avistadas as famosas "Luzes de Phoenix" as quais, na altura, foram atribuídas a OVNIS (Objetos Voadores Não Identificados), mas, mais tarde, a Força Aérea veio dizer que a "explosão" fora provocada por sinalizadores militares lançados por aviões que terminavam um exercício militar.

Criatura marinha lança debate na Califórnia



O debate está instalado: afinal, o que é que aparece na fotografia que o norte-americano George McKamy tirou há uma semana, quando fazia uma caminhada na margem de um rio? As teorias dividem-se.
De acordo com a cadeia de televisão ‘News 10’, o espanto está com o fato do ser ainda por identificar ter sido fotografado num rio em Sacramento, no estado da Califórnia, e não no mar.
Ouvido pela mesma estação, o autor da imagem defende que se trata de uma baleia e que o viu à tona apenas por breves segundos, o que levou a inúmeras críticas. Há também quem alegue que é um leão-marinho.
Esta última tese é considerada pouco viável mas não impossível.
Na mesma reportagem, que aguçou a curiosidade dos norte-americanos adeptos de conspirações e fenómenos bizarros, foi ouvido o presidente do Departamento de Pesca e Vida Selvagem do estado, Patrick Foy, que deu conta desta (escassa) probabilidade de o animal ter-se afastado do mar.

Anomalias fantásticas no Sol ainda não foram totalmente explicadas

Ultimamente o nosso astro rei anda aprontando “muitas”e boas, com as ejeções solares se tornando quase que um evento quinzenal, senão semanal.

Porém nesses últimos dias ele se superou, mostrando imagens que surpreenderam até os cientistas mais calejados do planeta.

Veja os dois vídeos abaixo, que mostram as últimas anomalias apresentadas pelo Sol, inclusive causando algumas de levantarem teorias de que naves alienígenas estariam afetando o mesmo.

Mas é claro, a NASA tem explicação para tudo, e de acordo com eles, estas são “apenas” anomalias,

No caso do vídeo abaixo, trata-se de um filamento solar, o qual aparece mais escuro, pois sua temperatura é inferior à do restante do Sol.




Pé gigante em decomposição gera mistério


Um pé de enormes proporções foi encontrado num bosque de Lakeville, no Massachussets (EUA), e está a gerar mistério.
As autoridades policiais locais deram com os fragmentos do membro que gerou especulação devido ao seu enorme tamanho, desconhecendo-se se pertence a um humano.
De acordo com a imagem revelada esta semana, o pé tem cinco dedos e foi encontrado por um par de jovens.
Segundo o ‘Daily Mirror’, especialistas médicos já testaram o membro mas terão de ser feitos mais exames para descobrir a sua génese.
A descoberta gerou já múltiplas teorias, havendo quem defenda que se trata de um vestígio da mítica criatura ‘Pé Grande’.
Ao mesmo jornal, o chefe da polícia local Frank Alvilhiera sugeriu que pode tratar-se da pata de um urso. Contudo, refere que “terá de haver mais tempo antes dos resultados oficiais”.

Mutilações de animais


As nefastas atividades de uma certa raça dos tripulantes de OVNI, dizem respeito às mutilações de animais em várias partes do nosso planeta. Os órgãos internos e externos; sangue e demais secreções são extraídos através de técnicas desconhecidas! Como detalhe surpreendente, o facto de não existirem marcas ou pegadas junto às carcaças desses animais. Milhares de ocorrências têm sido registradas e sabe-se que de certa época para cá os seres humanos também se tornaram vítimas desses ataques. O assunto é considerado tabu e tais ocorrências prontamente abafadas de modo, talvez, a não causarem o pânico generalizado.

Área 51


Cartazes como este afastam nos dias de hoje os intrusos na chamada ÁREA 51, Deserto de Nevada, local onde estariam secretamente guardados os restos de OVNI acidentados, bem como os corpos resgatados dos seus tripulantes. Ali trabalhariam físicos e cientistas, tentando decifrar os segredos dessas espantosas máquinas, bem como desenvolver, a partir deles, tecnologia militar. Tais cartazes advertem que além de pagarem multas de 6 mil dólares, os invasores podem ser sumariamente executados, através do "uso autorizado de força letal"

O assassinato do presidente John Kennedy


Outro caso até hoje inexplicado, o assassinato do presidente John Kennedy, ocorrido em Dallas, Texas, em 22 de novembro de 1963, é um dos maiores mistérios da história contemporânea. As verdadeiras razões e os motivos para esse crime foram literalmente abafados através de várias "queimas de arquivos" e dos subterfúgios mais diversos. Porém, algumas denúncias formuladas por ex-agentes da CIA e ex-militares envolvidos secretamente no assunto dos OVNI revelaram que Kennedy, na qualidade de mandatário supremo da nação, não estava satisfeito com as manobras de acobertamento promovido pela verdadeira sinarquia que - com poderes maiores que os do presidente - até hoje controla e manobra tudo a respeito. Segundo transpirou, Kennedy estaria disposto a revelar ao mundo a presença dos alienígenas e das suas bases, estabelecidas aqui no nosso planeta, e também todos os detalhes de um famigerado (e fracassado) acordo de cooperação mútua, que literalmente vendeu e entregou a raça humana terrestre à sanha de malévolas criaturas!

Yuri Gagarin


Recentemente o mundo comemorou o 40° aniversário da missão soviética que levou o primeiro homem ao espaço, em 12 de abril de 1961. Yuri Gagarin, o astronauta, morreu alguns anos depois, em 1968, durante um estranho acidente de aviação.
Com a extinção da URSS, alguns factos e segredos muito bem guardados vieram à tona e foi revelado que o MIG-21 que pilotava foi na verdade atacado deliberadamente por um OVNI - segundo sua última transmissão via rádio, "uma bola voadora inteligentemente manobrada, muito luminosa e com escotilhas" que perseguia o caça.
As arremetidas do OVNI, sempre em rota de colisão, fizeram o MIG ultrapasssar o ângulo crítico de vôo, provocando a sua inevitável queda em parafuso, numa manobra irrecuperável. Também morreu no acidente o co-piloto, Coronel Vladimir Seryoghin.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

A Maldição de James Dean

Às vezes, é a própria coisa - uma jóia fabulosa ou um navio malfadado - que parece abrigar e perpetuar uma maldição. Outras vezes, uma figura pública pode vir a ser, inexplicavelmente, ligada a um objeto em particular, provocando a mão do destino.
Esse poderia ser o caso do Porsche em que James Dean, a lenda dos adolescentes rebeldes dos anos 50, colidiu e morreu em 1955, terminando de forma trágica o que muitos consideravam como uma das carreiras mais brilhantes e promissoras de Hollywood de todos os tempos.
Independentemente de qual tenha sido seu pedigree anterior, o fato é que, a partir do momento em que James Dean morreu ao volante, aquele Porsche passou a sofrer sua própria fase de má sorte. Depois da morte do ídolo, George Barris, entusiasta por carros esportes, comprou-o, mas, quando estava sendo tirado do guincho, o automóvel escorregou e quebrou a perna do mecânico. Barris vendeu o motor a um médico e piloto amador, que o instalou em seu carro. Algum tempo depois, o médico perdeu o controle da máquina durante uma competição e morreu. Outro piloto, na mesma corrida, ficou ferido numa colisão. Acontece que esse segundo carro estava equipado com o eixo cardã do Porsche de James Dean.
A carroceria e o chassi do Porsche ficaram tão irremediavelmente danificados no acidente do ídolo que acabaram expostos como parte da campanha de segurança nas estradas. Em Sacramento, o que restava do automóvel caiu da plataforma, quebrando a bacia de um adolescente que visitava a exposição. Em seguida, ao ser transportado para outra cidade em caminhão, a máquina provocou outro acidente. O motorista do carro que bateu na traseira do caminhão foi atirado para fora, atropelado e morto pelo Porsche maldito.
Certo piloto de corridas quase morreu, depois de usar dois pneus do carro fatídico de James Dean. Os pneus estouraram ao mesmo tempo. Enquanto isso, a exposição itinerante continuou a fazer das suas. No Oregon, o freio de emergência do caminhão que transportava o Porsche falhou, e o veículo foi de encontro à vitrine de uma loja comercial. Quando estava montado sobre suportes em Nova Orleans, o carro praticamente desintegrou, quebrando em onze partes.
O carro esporte de James Dean, bem como a maldição que o acompanhava, desapareceu quando o Porsche foi enviado de volta a Los Angeles, de trem.

Charles Berlitz

O livro dos Fenómenos Estranhos

domingo, 31 de agosto de 2025

O Fluxo Mediúnico

Alguns especialistas acreditam que recebemos impressões mediúnicas continuamente durante o dia, mesmo que essas mensagens jamais entrem em nosso consciente. Essa idéia era simplesmente uma teoria, até os anos 60, quando E. Douglas Dean, um engenheiro eletricista de Nova Jersey, decidiu demonstrá-la.
Partindo de algumas pesquisas realizadas anteriormente na Tchecoslováquia, Dean usou duas pessoas para seus experimentos. O primeiro sujeito, o "receptor", foi colocado sozinho em uma sala, os dedos presos a um aparelho para medir o fluxo sangüíneo no corpo. Enquanto isso, em uma outra sala, o "emissor" começou a trabalhar. Ele - ou ela - estudava uma série da cartões em branco ou então com um nome escolhido a esmo. Em geral, um nome significativo para o emissor ou para o receptor. Dean esperava que, quando o emissor ficasse estimulado ao deparar com um nome emocionalmente significativo, o receptor também reagiria. Tal reação seria demonstrada no gráfico do aparelho, que indicaria um aumento nas pulsações.
A experiência foi bem-sucedida, mas não da forma esperada. O que aconteceu foi que o fluxo sangüíneo do receptor reagiu quando o emissor olhou para nomes significativos para seu companheiro de experimento. Parecia que o subconsciente do sujeito estava constantemente vigilante durante o teste, à procura de quaisquer mensagens que pudessem ser importantes. Embora os sujeitos não estivessem cientes de quando os sinais de PES eram recebidos, seus corpos sutilmente reagiam a eles.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Visão Mediúnica

Quando uma dona de casa em Watts, bairro de moradores predominantemente negros de Los Angeles, teve a visão de que havia um corpo enterrado em seu quintal, o investigador de casos de mortes suspeitas interessou-se por obter maiores detalhes.
A história começou em 17 de julho de 1986, quando a mulher relatou para a polícia a visão do cadáver. Tinha ela visões mediúnicas havia algum tempo, e finalmente decidira tomar providências. A dona de casa e uma amiga começaram a cavar, e logo descobriram parte de um crânio humano e fragmentos de ossos. Essas descobertas foram de tal forma estimulantes que o Departamento de Polícia de Los Angeles e o Esquadrão de Busca continuaram as escavações e encontraram mais coisas.
De onde vieram os ossos? As autoridades policiais ainda não sabem ao certo. Tomando por base restos mortais fragmentados e espalhados, não é possível determinar o sexo ou a causa da morte da pessoa enterrada, nem há quanto tempo os ossos jaziam ali. A dra. Judy Suchy, antropóloga forense que trabalha com o investigador, está encarregada de realizar experiências com os fragmentos, na esperança de encontrar resposta para essa pergunta.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

O Canguru Assassino

- Foi tão rápido quanto o relâmpago e parecia ser um gigantesco canguru correndo e saltando pelo campo - disse o reverendo W. J. Hancock.

Frank Cobb, que também assistiu à cena, declarou que o monstro não se parecia com nada que já tivesse visto, embora, de certa forma, se parecesse com um canguru.
Os cangurus, nativos da Austrália, são animais herbívoros, tímidos e inofensivos. Ao contrário do canguru, o bicho era um verdadeiro assassino. Em janeiro de 1934, a criatura vivia aterrorizando a pequena comunidade de Hamburg, Tennessee, e já matara e devorara vários cães pastores alemães.
Quando o monstro visitou a fazenda de Henry Ashmore, no dia 12 de janeiro, deixou cinco pegadas do tamanho da mão de um homem de grande estatura. Will Patten viu a coisa e conseguiu afugentá-la. No dia seguinte, encontrou um cachorro devorado em seu quintal.
A criatura também matava gansos e galinhas. Quando patrulhas armadas partiram em seu encalço, estabeleceu-se o pânico. A. B. Russell, chefe de polícia da cidade de South Pittsburg, naquele mesmo Estado, tentou pôr fim à histeria, chamando-a de "superstição desencadeada por um cachorro louco". Mas aqueles que haviam visto o monstro não lhe deram ouvidos. Disseram que o bicho era imenso, pesava pelo menos uns 300 quilos e era incrivelmente ágil, capaz de pular cercas e outros obstáculos com a maior facilidade. Ele aparecia entre South Pittsburg e Signal Mountain, o que significava que, para ir de uma cidade a outra, o canguru precisava atravessar duas cadeias de montanhas e nadar dois rios.
Finalmente, um lince foi morto por caçadores em Signal Mountain no dia 29 de janeiro, treze dias após a última aparição da criatura. As autoridades e os jornais declararam que o mistério fora solucionado, porém testemunhas rejeitaram tal explicação. Elas insistiram que o que tinham visto era um grande animal, semelhante a um canguru. O monstro nunca mais tornou a aparecer, e jamais chegou a ser satisfatoriamente identificado ou explicado.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Arqueoloqia Mediúnica

Jeffrey Goodman iniciou carreira como executivo de pequena companhia petrolífera em Tucson, Arizona. Formado em administração de empresas, ele não se mostrava particularmente inclinado a vôos altos. É por isso que pode causar surpresa encontrá-lo, nos dias de hoje, intercedendo a favor do novo campo de arqueologia mediúnica, em que médiuns talentosos auxiliam a encontrar áreas de escavação promissoras.
A odisséia mediúnica de Goodman começou em 1971, quando ficou sabendo que os antropólogos convencionais acreditavam que a humanidade surgira no continente americano há 16 mil anos. Goodman achou que essa data era muito recente. Na realidade, ele tinha absoluta certeza de poder encontrar provas de civilização anterior em seu próprio Estado, desde que soubesse onde procurar. Assim, para levar adiante sua intuição, conversou com Aron Abrahamsen, conhecido médium do Oregon. Sem sair de casa, o médium forneceu diversas descrições de clarividência, que ajudaram Goodman a localizar um leito seco de rio em San Francisco Piaks, além de Flagstaff. Era um local improvável para se procurar uma civilização perdida, pois os cientistas jamais haviam encontrado algum sítio arqueológico ali. Mas Goodman não só ignorou pura e simplesmente esse fato inconveniente, como também pediu ao médium que previsse as formações geológicas que seriam encontradas durante as escavações.
Cavando no local indicado pelo médium, Goodman descobriu objetos de artesanato que teriam sido feitos há, pelo menos, 20 mil anos. O que chega a ser ainda mais surpreendente é que 75 por cento das previsões geológicas de Abrahamsen estavam completamente corretas, não obstante dois geólogos locais terem ridicularizado as palavras dele. O médium do Oregon previu, por exemplo, que os cientistas localizariam camadas de 100 mil anos de idade a uma profundidade de apenas 8 metros. E foi justamente o que eles encontraram.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sábado, 23 de agosto de 2025

A História de Três Titãs

O maior desastre marítimo de todos os tempos aconteceu com o Titanic, da White Star Line, o mais importante transatlântico já construído e que teve terrível destino. A tragédia desse navio só pode ser comparada com a do Titan, luxuoso transatlântico fictício, que também afundou com elevado número de passageiros em abril de 1898, catorze anos antes da colisão do Titanic com um iceberg que o mandou para a sepultura marítima, também em uma noite de abril.
O Titan navegou apenas nas páginas do romance de Morgan Robertson, adequadamente denominado Futility (Futilidade). Mas os paralelos entre os dois gigantescos navios de turismo desafiam a imaginação. O profético Titan, do romance de Robertson, partiu de Southampton, Inglaterra, em sua viagem inaugural, exatamente como o "insubmergível" Titanic. Ambos os navios eram mais ou menos do mesmo tamanho - 243 metros e 252 metros de comprimento - e tinham capacidade de carga comparável - 70 mil e 66 mil toneladas, respectivamente. Cada um tinha três hélices e capacidade para 3 mil pessoas.
Lotados de milionários, os dois navios colidiram com um iceberg no mesmo local e afundaram. Em ambos, o número de mortos foi terrivelmente elevado, porque nenhum deles dispunha de quantidade suficiente de barcos salva-vidas. No caso do Titanic, 1 513 passageiros morreram, a maioria devido à exposição ao frio do sul da Terra Nova, no Atlântico.
Um dos que morreram a bordo do Titanic foi o famoso espiritualista e jornalista W. T. Stead, autor de um conto que previa acontecimento similar em 1892. Contudo, nem Futility nem o conto de Stead puderam salvar o Titanic da colisão fatal.
No entanto, outra premonição evitou uma tragédia. Em abril de 1935, o marujo William Reeves estava cumprindo turno de vigia na proa do Titanian, navio sem linha estabelecida, que aportava e pegava cargas em qualquer porto, seguindo para o Canadá, proveniente da Inglaterra. As similaridades e as lembranças da tragédia do Titanic vieram à mente do jovem Reeves, e ele sentiu um arrepio na espinha. A proa do navio estava cortando as mesmas águas tranqüilas já percorridas pelo Titanic. Com a aproximação da meia-noite, hora do desastre do grande transatlântico, Reeves lembrou que o dia em que o gigantesco navio afundara - 14 de abril de 1912 - correspondia à data de seu aniversário.
Impressionado com tantas coincidências, Reeves transmitiu uma ordem, e o Titanian teve o curso interrompido, parando pouco antes de chocar com um iceberg que apareceu indistintamente. Pouco depois, outras montanhas de cristal surgiram no meio da noite. O Titanian permaneceu imóvel, mas em segurança, durante nove dias, até que barcos quebra-gelos da Terra Nova finalmente abriram caminho.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Plantas Alucinógenas

Viajantes da Amazônia relataram que os nativos da região entram, algumas vezes, em transes mediúnicos quando ingerem o sumo destilado de certas plantas.
O dr. William McGovern era assistente do administrador de etnografia sul-americana, no Field Museum of Natural History, quando fez suas pesquisas nos anos 20. Ele estava estudando os povoados nativos do rio Amazonas, onde observou os índios preparando uma bebida psicodélica, feita com base em agente químico alucinógeno chamado "harmaline", encontrado na planta trepadeira Banisteriopsis caapi.
- Alguns daqueles índios - conta ele - caíram em um estado de transe particularmente profundo, durante o qual demonstravam adquirir poderes telepáticos. Dois ou três dos homens descreveram o que estava acontecendo em malocas localizadas a centenas de quilômetros de distância, muitas das quais eles jamais haviam visitado, e cujos moradores eles não conheciam, mas cujas descrições pareciam combinar exatamente com o que eu sabia sobre os lugares e as pessoas envolvidas. Mais extraordinário ainda é que, naquela noite em particular, o feiticeiro da tribo local informou-me que o cacique de certa tribo, assentada em região distante chamada de Pirapanema, morrera. Anotei essa declaração em meu diário e, semanas mais tarde, quando chegamos à tribo em questão, descobri que as afirmações do feiticeiro estavam corretas nos mínimos detalhes.
A "harmaline" foi posteriormente importada pela Europa, onde pesquisadores do Instituto Pasteur, da França, realizaram experiências alucinógenas com ela. Eles relataram que os pacientes entraram em transe mediúnico tão profundo, depois de ingeri-la, que resolveram mudar o nome da droga para "telepathine".

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

terça-feira, 19 de agosto de 2025

Alvo: Tunguska

Pouco depois do nascer do sol no dia 30 de junho de 1908, alguma coisa vinda do espaço caiu sobre a região central da Sibéria, na União Soviética. A erupção que provocou, detectada em sismógrafos localizados em pontos tão distantes quanto os EUA e a Europa central, foi uma das maiores explosões que o mundo já conheceu. Durante algumas semanas após o acontecido, poeira e fragmentos atirados para o alto pela gigantesca conflagração coloriram céus e crepúsculos do globo terrestre. As bússolas foram afetadas no mundo inteiro no momento do impacto e cavalos chegaram a cair em cidades a milhares de quilômetros de distância do epicentro.
A área imediata, a região pedregosa da bacia do rio Tunguska, foi quase que totalmente devastada. Muitos hectares de terras permanentemente transformaram-se instantaneamente em um rio caudaloso. Árvores foram arrancadas em uma área de 40 quilômetros e seus troncos ficaram sem galhos e até mesmo sem a casca. A floresta pegou fogo. Bandos de animais e alguns povoados isolados foram bruscamente incinerados, sem qualquer possibilidade de fuga. Os caçadores Tungus, povo primitivo da região, ao voltarem para suas casas "encontraram apenas cadáveres calcinados". Naquela noite, na Europa, a noite não caiu. Em Londres, um jornal podia ser lido à meia-noite; na Holanda as pessoas podiam fotografar os navios que navegavam pelo Zuider Zee.
Devido à distância e à dificuldade de acesso a Tunguska, o primeiro cientista a chegar ao local da tragédia foi o dr. Leonid A. Kulik, de Petrogrado, especialista em meteoritos que liderou uma expedição ao local em 1927. Sessenta anos depois, a origem da gigantesca explosão de Tunguska é ainda motivo de polêmica.
Terá sido um cometa caprichoso? Uma diminuta massa de anti-matéria que atingiu e possivelmente passou através da Terra? Ou o gerador nuclear de uma espaçonave avariada, desviando para não atingir os centros altamente povoados da Terra? Cada teoria tem seus proponentes e seus problemas. Algumas testemunhas, entrevistadas por Kulik e por outros investigadores, relataram ter visto uma bola de fogo com uma longa cauda, imagem que pode tanto indicar um meteorito quanto um cometa. Mas se o objeto de Tunguska era realmente um meteorito, o que aconteceu com a cratera e, mais importante ainda, onde foi parar o meteorito? Os cientistas não encontraram nada. E, se foi um cometa, por que ele não foi visto mais cedo, quando de sua aproximação? Além disso, se considerarmos que os cometas são, em sua maioria, "bolas de neve" gasosas, de onde veio a imensa energia, estimada em trinta megatons?
Físicos especializados em partículas profetizaram há muito tempo a presença do que eles chamam de anti-matéria, imagens refletidas ou anti-partículas do próton, do nêutron, do elétron etc., mas com carga negativa. No entanto, a anti-matéria que conhecemos tem uma vida extremamente curta. Um pequeno corpo de anti-matéria, se entrasse em contato com a matéria normal, resultaria em uma súbita e tremenda liberação de energia. Infelizmente para a hipótese, ninguém espera encontrar pedaços de anti-matéria flutuando nesta parte do universo.
O evento de Tunguska poderia ter sido causado por uma nave espacial extraterrestre, porém as provas são inteiramente inconclusivas. Alguns pesquisadores soviéticos encontraram leituras anômalas de radioatividade no local devastado, outros não detectaram nada. Além disso, a espaçonave também precisaria se vaporizar completamente na explosão, porque não foram encontrados fragmentos metálicos fora do comum.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos


domingo, 17 de agosto de 2025

O Controle da Mente

Wolf Messing, que morreu em 1974, foi sem dúvida o mais famoso médium da União Soviética. Tornou-se conhecido pelas apresentações em teatros, durante as quais realizava comandos telepáticos sugeridos por pessoas da platéia. No entanto, aqueles que se tornaram seus amigos íntimos contavam histórias mais espetaculares, a maioria delas sobre o poder de controlar a mente de outra pessoa - mesmo a quilômetros de distância.
Uma dessas histórias foi narrada pelo dr. Alexander Lungin, cuja mãe foi secretária de Messing por vários anos. O caso ocorreu quando Lungin estava na Faculdade de Medicina de Moscou. Seu professor de anatomia, o catedrático Gravilov, antipatizara com ele desde o início e sempre o prevenia de que iria reprová-lo, mesmo levando em consideração a aplicação dele.
O dia do ajuste de contas veio quando Lungin precisou realizar os exames finais. Todo estudante precisava passar pela prova oral, aproximando-se da mesa onde estavam sentados vários examinadores. Um deles, então, começava com as perguntas.
Pouco antes da realização das provas, Gravilov disse a Lungin, com um sorriso diabólico nos lábios, que iria examiná-lo pessoalmente. Aterrorizado pela notícia, Lungin transmitiu seus temores à mãe, que telefonou para Messing e pediu-lhe que intercedesse. O médium, que morava a quilômetros de distância da escola, telefonou à sra. Lungin, confirmando que ajudaria seu filho.
Quando finalmente chegou a hora, Lungin caminhou em direção à banca examinadora, e Gravilov não disse uma palavra. Em vez disso, ele simplesmente limitou-se a ficar observando, enquanto Lungin era examinado por outro catedrático. O professor vingativo não fez nada, nem mesmo quando o outro examinador assinou a aprovação de Lungin.
Nem é preciso dizer que o estudante ficou feliz com esses eventos, porém o que aconteceu em seguida foi ainda mais estranho.
Lungin saiu da sala de aula e foi conversar com outros estudantes. O professor Gravilov saiu, alguns minutos mais tarde, para perguntar se ainda faltava alguém para fazer exame. Quando os alunos responderam que todos já haviam passado pela banca examinadora, ele olhou para o aluno que tanto desprezava.
- Lungin ainda não fez a prova - afirmou.
Quando os alunos explicaram que o colega já fizera o exame e fora aprovado, Gravilov ficou enraivecido.
- Como foi que ele passou? Não pode ser. Com quem fez o exame?
Quando o professor verificou os registros, ficou lívido e saiu dali às pressas. Lungin, de alguma forma, o derrotara - provavelmente com uma pequena ajuda de seu famoso amigo Messing.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Precioso Alimento dos Cavalos Espanhóis

Quando os conquistadores chegaram ao Peru, centro do grande império dos incas, os índios peruanos pensaram que os cavalos de batalha dos espanhóis fossem monstros ferozes e perigosos, completamente diferentes de seus dóceis lhamas, especialmente quando esses animais escavavam o solo, relinchavam e balançavam a cabeça.
Amedrontados, os peruanos perguntaram aos cavalarianos por meio de um intérprete:
- O que é que esses ferozes animais comem?
Os espanhóis sabiam o que responder. Apontando para as jóias e os ornamentos de ouro dos peruanos retrucaram:
- Eles comem essas coisas de metal amarelo. Estão com fome agora, mas não desejam ser vistos comendo. Deixem o alimento na frente deles e afastem-se daqui.
Nessa altura, os índios reuniram uma pilha de objetos de ouro, que os espanhóis colocaram no bolso. E então, chamando os índios de volta, disseram:
- Os ferozes animais ainda estão famintos. Tragam mais alimento.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

O Gato que Voltou para Casa

A ciência está longe de entender o motivo pelo qual os animais voltam para casa. Orientação pela posição do Sol ou pelo campo magnético da Terra representa uma possibilidade. Contudo, que podemos dizer de animais perdidos que encontram o caminho de casa através de territórios desconhecidos? O caso de Sugar, o gato que voltou para casa, representa um mistério ainda não desvendado.
Sugar, um gato persa de cor amarela, era o orgulho e a alegria do casal Stacy Woods, de Anderson, Califórnia. Os dois decidiram mudar de casa em 1951, porém, como Sugar tinha medo de carros, eles, relutantemente, decidiram deixá-lo para trás com vizinhos. Dirigir o carro até a nova residência em uma fazenda de Oklahoma já seria suficientemente difícil, sem a necessidade de ter um gato medroso para cuidar. Os Woods rumaram para a cidade de Gage e, provavelmente, não voltaram a pensar no gato enquanto arrumavam a nova casa.
Um dia, catorze meses depois, a sra. Woods estava junto ao celeiro quando um gato pulou pela janela, caindo bem em seu ombro. Ela naturalmente ficou assustada e afastou o bichano. Mas, olhando mais atentamente, a sra. Woods viu que ele, sem dúvida, parecia-se com Sugar. Ela e o marido logo adotaram o felino e sempre comentavam a semelhança.
A despeito da coincidência, nem o marido nem a mulher acreditavam realmente que aquele gato fosse Sugar, até alguns dias mais tarde. O sr. Woods estava acariciando o pequeno animal, quando lhe notou o osso ilíaco deformado. Era exatamente este o defeito de Sugar. Quando, finalmente, entraram em contato com os antigos vizinhos na Califórnia, os Woods ficaram sabendo que o bichano desaparecera algumas semanas após a partida. Os vizinhos não quiseram contar nada ao casal sobre o sumiço do felino, temendo que eles pudessem ficar tristes com a notícia.

Charles Berlitz
O livro dos Fenómenos Estranhos